Rune Breaker – Bastidores: Criando seu próprio universo

Quem nunca teve uma ideia genial de história para um livro ou imaginou uma cena que seria incrível de ver em um filme? Imaginar é fácil, o problema aparece quando chega a hora de “dar vida” aos lugares e personagens que, até então, só existiam na cabeça do roteirista. O primeiro passo é passar tudo pro papel. No caso do Rune Breaker, esse processo foi longo. Antes de escrever a história, comecei criando pequenos poemas que contavam a história dos personagens. E isso ajudou muito na hora de mostrar a ideia aos artistas que desenharam os personagens pois, mais do que um simples texto, o poema tem também uma função “visual”, pois quem lê acaba também imaginando a história que está sendo contada. Por exemplo, leia este trecho de poema que aparece no jogo:

O demônio era Devil Horse

Que as Portas do Inferno guardava

Sua alma queimava em ódio

Mas sabedoria emanava

Mais importante do que está escrito, é o sentimento que o texto passa. Essa é a magia que acontece em qualquer história: a imaginação do leitor completa os detalhes. Ao descrever o personagem, foi suficiente dizer que ele é um cavalo, descrito como demônio (logo, não era um cavalo comum). Ele tinha um lado obscuro, porém também era sábio, ou seja, era capaz de ser sensato e justo. E foi pensando nestas características que Geovani Vargas criou a imagem do Devil Horse, um cavalo com crinas que lembram chamas, pêlo escuro e olhos vermelhos.

horse-blank..

Para quem está criando um projeto junto com outros artistas, conversar pessoalmente ou por chat é fundamental para esclarescer dúvidas e assegurar-se de que o arte está indo pelo rumo certo. Afinal de contas, ninguém quer fazer um monte de trabalho pra nada. Porém, as vezes é bom dar um pouco de liberdade ao artista, sem exigir que ele siga tudo a risca. Quando imaginei o Labirinto das Runas, eu queria que houvesse uma floresta com cores vivas ao redor dele, embora não tivesse pensado nos detalhes. Passei essa descrição para a Brenda, e ela criou uma floresta extremamente detalhada, repleta de flores, pedras, grama, arbustos, cipós e uma mata fechada ao fundo. Eu não tinha imaginado daquela forma, mas quando vi o trabalho terminado, não tive dúvidas de que aquela era a paisagem perfeita para o jogo.

Background---Forest2

Resumo:

  • O clima do jogo vem de uma perfeita harmonia entre a história que o jogador lê ou ouve e as cenas que ele vê na tela, ou seja, as duas coisas precisam se complementar.

  • Embora você possa ter tudo perfeitamente claro na sua cabeça, arte pode ser algo muito complexo. Ao trabalhar com alguém que produza arte para você, descrever com detalhes e fazer críticas construtivas é fundamental para o bom desenvolvimento do projeto.

  • Lembre que, ao trabalhar com vários artistas, é importante se assegurar de que todos trabalhem com um estilo de ilustração semelhante. Caso contrário, diferentes personagens podem ficar com traços e cores muito destoantes. É preciso buscar consistência.

  • Existem muitos estilos de arte visual. No caso do Rune Breaker, escolhemos um estilo mais “cartoon” e colorido, pois ele combina com o clima leve e de aventura. Antes de começar, tenha em mente o que combina (ou não) com o seu projeto e defina um estilo.

Rune Breaker está disponível de graça na Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.runebreakerfree.core