Rune Breaker – Bastidores: criando ambientes e desafios

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Uma das primeiras ideias que tive ao pensar nos desafios do jogo foram as cores. Vermelho, verde e azul, o padrão RGB. Algo tão simples, mas ao mesmo tempo, cheio de possibilidades. Parece-me o início perfeito. O problema é que só as cores não bastavam, era preciso aplicá-las em algum objetivo dentro do jogo. Foi aí que surgiu a ideia de colocar obstáculos que pudessem ser destruídos. Lembrei de vários joguinhos do NES que eu adorara na infância, como Bomberman, Battle City e Lode Runner, e me lembrei do que fazia todos eles sensacionais: destruir obstáculos era o principal objetivo, mas tirá-los do caminho exigia um pouco de estratégia. E foi então que, unindo a ideia dos obstáculos e das cores que surgiu a principal mecânica do Rune Breaker: coletar runas de diferentes cores, que lhe permitem destruir obstáculos de diferentes cores.

Durante sua aventura, o mago Killian enfrenta o desafio de passar por uma dezena de labirintos, contando apenas com o poder que obtém das runas para destruir os obstáculos em seu caminho e encontrar a saída. Porém, essa jornada nunca é algo linear. Um dos maiores desafios pelos quais passamos ao desenhar os níveis do jogo foi criar um ambiente que fosse estreito e claustrofóbico (assim como um labirinto de verdade seria), mas ao mesmo tempo aberto e cheio de diferentes caminhos (como na imagem acima). Uma das maiores alegrias de qualquer jogo é a alegria da descoberta. E foi por isso que prezamos pela ideia de, em vez de obrigar o jogador a seguir uma solução única para o puzzle, deixar algumas possibilidades em aberto e permitir que o jogador as encontre sozinho.

Além de abrir todo este universo de descobertas, a ideia de utilizar multiplos caminhos também torna o labirinto mais parecido com um espaço real, onde geralmente existe mais de uma forma de se mover ou chegar a determinado ponto. O ponto negativo disso, porém, é que o jogo pode ficar, por vezes, fácil demais. Afinal, existem tantas possibilidades que, em muitos casos, se o jogador apenas tentar um caminho e ficar trancado nele, é muito provável que na segunda tentativa ele já tome o rumo correto. Porém, para os jogadores que desejam usar a lógica e procurar por uma rota mais intrincada, alguns níveis fornecem desafios, como terminar o nível em um determinado número de movimentos, coletar determinados tipos de runas, etc. Para completá-los, encontrar a saída do labirinto não é o suficiente. É preciso analisar qual é a melhor rota passando pelos diferentes pontos de interesse.

Resumo:

  • Dê liberdade ao jogador para explorar o mundo ao seu redor e descobrir várias coisas sozinho. Afinal, esse é o espírito de qualquer aventura.

 

Rune Breaker está na Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.runebreakerfree.core

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