Análise – Momodora: Reverie Under the Moonlight

Momodora: Reverie Under the Moonlight

Desenvolvedor: Bombservice
Data de lançamento: 04/03/2016
Plataformas: Windows, Linux, Mac, Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch

Enredo
Você joga com Kaho, uma sacerdotisa do vilarejo de Lun. A missão dela é encontrar a rainha de Karst e pedir ajuda a ela para que possam derrotar uma maldição que ameaça destruir a tudo e todos. No processo, Kaho descobre que na verdade a rainha é a própria origem da maldição, e que a única solução é matá-la. Ela encontra também vários aliados e inimigos, cada um com suas próprias histórias, frustrações e desejos. Apesar de a história ser bem simples e direta, ao falar com cada personagem a sensação é de que a personagem está inserida em um universo detalhado e cheio de mistérios escondidos, aguardando pela descoberta/interpretação do jogador.

Jogabilidade
A jogabilidade é simples e se resume basicamente a 3 ações: bater, correr e atirar flechas. Porém, ela se torna complexa quando você leva em consideração que diferentes inimigos tem diferentes fraquezas. Alguns morrem ou ficam tontos depois da primeira pancada, outros se desviam ou resistem aos ataques. Se acostumar e memorizar o conjunto de movimentos de cada inimigo e boss exige prática, sendo assim o jogo pode ser bem maçante para os jogadores que não são muito persistentes ou que estão com pressa de chegar ao fim do jogo. O game possui também um grande conjunto de itens, alguns focados em cura, outros em aumentar o dano dos ataques. Muitos dos itens que encontrei ou comprei não combinaram muito com meu estilo de jogo, mas errar faz parte do processo e te ajuda a aprender mais sobre o universo de Momodora.

Estilo visual
O jogo tem um estilo pixel art (assim como outras obras da série) com cores vivas e bem contrastantes. Em muitos ambientes existem detalhes como fumaça, neblina, fogo e água, o que dá as paisagens um senso de variedade em contraste com o gameplay por vezes repetitivo. Cada boss e inimigo tem um estilo único e inspirado no ambiente onde vive. Por exemplo, as regiões de floresta são repletas de inimigos inspirados em plantas e insetos, enquanto na ruas escuras de Karst City encontram-se inimigos de aparência mais fantasmagórica. Os níveis são harmônicos e interconectados em múltiplos pontos, o que é característico de jogos no estilo metroidvania.

Trilha sonora
As músicas do jogo são sensacionais e ajudam a construir o clima do ambiente pelo qual o jogador está passando. Em Subterranean Grave a música é tensa, um ranger distante de metais e sintetizadores que combina com o ambiente escuro e repleto de monstros. Em Whiteleaf Memorial Park, em meio às paisagens iluminadas e insetos coloridos, acordes de violino e violão preenchem o ambiente. Você pode ouvir algumas faixas na página do Soundcloud do compositor Nk.

Considerações finais
O jogo tem ambientes muito bonitos e uma trilha sonora que casa perfeitamente com uma atmosfera de aventura e mistério. A jogabilidade é por vezes bastante repetitiva, mas a diversão está em aprender a derrotar cada tipo de inimigo e gerenciar recursos como pontos de vida, itens e munnies (a moeda do jogo, que você ganha ao matar inimigos). A história tem um final que não impressiona, mas que fecha a narrativa de forma consistente e satisfatória. A batalha com o boss final tem uma boa dose de ação e exige observação cuidadosa dos movimentos do adversário, coisa que o jogo tenta te ensinar desde o primeiro combate.

  • Resumo:
    • Recomendado para quem gosta de: metroidvanias, retrogames, cenários coloridos, série Souls e RPGs clássicos.
    • Não recomendado para quem gosta de: enredos explicados nos mínimos detalhes, jogabilidade casual, mapas lineares.

Fonte: https://store.steampowered.com/app/428550/Momodora_Reverie_Under_The_Moonlight/